Crônicas da cidade - Sobre esperar do vazio

by - quinta-feira, julho 28, 2016



E eu esperei. Esperei até o entardecer a sua ligação.

Revirava os lençóis a procura do seu cheiro. Nada senti.

Entre um gole e outro de café, busquei em minhas memórias a imagem de sua face, petrificada, enquanto eu chorava e mostrava-te meu coração cru, sangrando.

Vi sua expressão calar-se tanto quanto suas palavras. Um gesto frio e um boa noite distante
[não quanto seu olhar. Vago. Frio. Mentiroso]

Olhei pela janela, coloquei minha meia de lã, senti o vento revirar meus cabelos e escorregar por entre minhas lágrimas.

Café, choro, brisa. Café, choro brisa. Café, choro, brisa.
Adormeci.




Beatris, 19, aquariana. Estudante de letras, conselheira nas horas vagas e amiga para todas as horas - menos na da comida!
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